Guterres 'profundamente chocado' com ofensiva contra aeroporto em Riade que provocou pelo menos 12 mortos
Ataque atribuído aos rebeldes houthis no Aeroporto Internacional Rei Khalid causou mais de 300 feridos; no Panamá, Governo decreta estado de emergência após sismos.

Foto: Observador.pt
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou-se profundamente chocado com o ataque registado no Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita. Numa reacção divulgada através da rede social X, o responsável máximo da ONU condenou com veemência a acção perpetrada este sábado, sublinhando que quaisquer investidas contra civis e infra-estruturas civis constituem uma violação directa do direito internacional e devem ser interrompidas de imediato.
A ofensiva provocou um balanço dramático de pelo menos 12 vítimas mortais e mais de 300 feridos. Segundo os dados avançados pela Autoridade de Aviação Civil do Reino Saudita, entre os mortos contabilizam-se quatro cidadãos sauditas, dois residentes originários do Bangladesh e seis cidadãos de outras nacionalidades — designadamente dos Estados Unidos da América, Egipto, Jordânia, Síria, Palestina e Sudão.
As autoridades sauditas atribuíram a responsabilidade da acção militar aos rebeldes houthis do Iémen, um grupo com ligações ao Irão que, até ao momento, ainda não assumiu oficialmente a autoria, apesar de ter no histórico a reivindicação de investidas anteriores em solo saudita. Em resposta ao sucedido, a coligação militar liderada pela Arábia Saudita já anunciou o arranque de uma operação de grande escala contra os rebeldes. Por sua vez, o presidente norte-americano, Donald Trump, considerou o ataque inaceitável, admitiu a possibilidade de os EUA integrarem as acções militares e confirmou contactos com os houthis, classificando a acção do grupo como de extrema gravidade.
Este episódio traduz-se no terceiro ataque registado no Aeroporto Internacional de Riade ao longo da mesma semana, sendo considerado o evento mais mortífero a atingir um país do Golfo Árabe desde o início do conflito entre os Estados Unidos e o Irão. O impacto nas ligações aéreas foi imediato, com os registos de monitorização de voos a contabilizarem mais de 500 cancelamentos previstos para este domingo.
Noutro ponto do globo, o Governo do Panamá declarou formalmente o estado de emergência na sequência dos fortes sismos que atingiram o país na última sexta-feira, com magnitudes de 7,7 e 6,6 na escala de Richter. O anúncio oficial foi feito pelo ministro da Presidência durante uma conferência de imprensa na capital do país, confirmando a existência de danos severos em habitações, estabelecimentos escolares, unidades sanitárias, estradas e infra-estruturas hoteleiras.
Apesar de se terem registado mais de uma centena de réplicas após os abalos principais, o Sistema Nacional de Protecção Civil panamense confirmou que não há vítimas mortais a lamentar. Contudo, há registo de 27 pessoas feridas com lesões entre ligeiras e moderadas. Perante a dimensão dos estragos, a Comissão Europeia já manifestou total disponibilidade para prestar apoio humanitário e logístico ao Panamá, caso o governo local solicite auxílio internacional.
