Eleições presidenciais: veja como se posicionam os candidatos derrotados no 2º turno
Alianças e posições de neutralidade marcam o cenário político antes da votação decisiva do segundo turno. Visão geral dos apoios acumulados por Flávio Bolsonaro e Lula.自由.

Foto: Terra.com.br
A disputa pela presidência da República, que será decidida no segundo turno agendado para o próximo dia 25 de Outubro entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), motivou uma vaga de posicionamentos e alianças entre os candidatos que não conseguiram avançar na primeira volta do pleito. Entre apoios formais, votos críticos para travar opositores e declarações de neutralidade, os antigos concorrentes já começaram a orientar o seu eleitorado.
No campo de apoio a Flávio Bolsonaro, o escritor Augusto Cury (Avante), terceiro mais votado com 2,89% dos votos (3.448.569 votos), oficializou a sua aliança após o candidato do PL assinar um compromisso público voltado para a pacificação nacional. Cury sublinhou, contudo, que manterá independência e que o seu apoio não representa submissão. Também do lado do candidato bolsonarista alinharam-se Ronaldo Caiado (PSD, 2,18%), Romeu Zema (Novo, 0,27%) e Clariana Barão (DC, 0,03%), que destacaram a oposição ao PT como principal motivação.
Por outro lado, candidatos de partidos de esquerda declararam voto crítico em Luiz Inácio Lula da Silva, maioritariamente com o objetivo de conter o avanço da extrema-direita. Samara Martins (UP, 0,10%) convocou a sua militância a votar no candidato petista em defesa das pautas populares e da soberania. Do mesmo modo, Hertz Dias (0,04%) e Edmilson Costa (PCB, 0,02%) anunciaram apoio crítico a Lula, ressalvando que a decisão não anula as divergências programáticas nem significa aliança política automática com o seu governo.
Numa posição de neutralidade vincada, Renan Santos (Missão), que obteve 2,24% dos votos (2.675.887 votos), recusou apoiar qualquer um dos dois finalistas. O candidato libertou os seus eleitores para votarem conforme preferirem, tecendo duras críticas tanto a Lula como a Flávio Bolsonaro e afirmando expressamente que não recomendaria o voto em nenhum dos lados.
Até ao momento, os candidatos Veterinário Wilson Grassi (Democrata, 0,01%) e Rui Costa Pimenta (PCO, 0,01%) ainda não tornaram pública qualquer decisão sobre se irão apoiar um dos concorrentes ou manter-se neutros nesta fase decisiva das eleições.
