DIAS APÓS RECONHECER PREOCUPAÇÕES DOS PROFESSORES, SAMARIA FILEMON É EXONERADA
A ministra da Educação e Cultura havia reconhecido os desafios enfrentados pelos professores e defendido respostas concretas e sustentáveis para as suas preocupações, incluindo a questão das horas extraordinárias.
A ministra da Educação e Cultura, Samaria dos Anjos Filemon Tovela, foi exonerada do cargo pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, dias depois de reconhecer os desafios enfrentados pelos professores e abordar a necessidade de encontrar soluções para as suas preocupações. Durante as celebrações do Dia Mundial dos Professores, assinalado a 12 de Outubro, a governante destacou a importância dos profissionais da educação e reconheceu os desafios que enfrentam no exercício das suas funções, incluindo as preocupações relacionadas com o pagamento das horas extraordinárias. Na ocasião, Samaria Filemon afirmou que o professor está no centro de toda a acção do sector da Educação e garantiu que o Governo estava a trabalhar para assegurar respostas concretas e sustentáveis às preocupações da classe. «O professor é o centro de toda a acção do Sector. Reconhecemos os desafios que enfrentam e estamos a trabalhar para garantir que as preocupações tenham respostas concretas e sustentáveis», declarou a governante. Entretanto, na sequência das mudanças na composição do Governo anunciadas a 14 de Outubro, Samaria dos Anjos Filemon Tovela foi exonerada do cargo de ministra da Educação e Cultura, tendo sido indicado Edson da Graça Francisco Macuácua para assumir a pasta. A exoneração marca o fim das funções de Samaria Filemon à frente do Ministério da Educação e Cultura. Entretanto, permanece relevante acompanhar as medidas que serão adoptadas pelo novo titular da pasta, sobretudo no que diz respeito às preocupações dos professores e à situação do pagamento das horas extraordinárias.
